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Quem disse que o afeto familiar é uma invenção pós-moderna?

Esse é o quadro “Mulher descascando maçãs”, de 1663. Uma obra de arte de Pieter de Hooch, mais um grande mestre do século de ouro dos Países Baixos.

 

Vemos uma cena doméstica serena. A lareira elaborada, a pele e bordados nas roupas da mãe mostram uma família próspera em um microcosmo da vida privada holandesa do século XVII. O tema complementar do amor conjugal é representado pelo cupido no pilar da lareira.

 

A capacidade do artista de sugerir a intensidade do fluxo de luz não diminui a representatividade da obra. Direto da lâmina a mulher entrega a longa casca para a sua solene filha, que se posta de pé, extasiada com a figura materna. Nenhuma delas ostenta a perfeição do padrão estético clássico ou contemporâneo (Bundchen-Jolie). Pelo contrário, as duas mulheres são absolutamente comuns. De fato, a beleza não reside nos semblantes, ela subjaz na naturalidade humana, na singeleza do momento e na cumplicidade entre mãe e filha.

 

Nessa cena não só testemunhamos um recorte de uma era passada, mas também a expressão de uma veracidade humana muito mais profunda e permanente que se esconde além da aparência. Essa é função da verdadeira arte: conciliar as características do tempo do próprio artista, com os elementos atemporais intrínsecos à condição humana. A “Mulher descascando maçãs” transcende a transitoriedade de sua época e nos remete a quintessência de nossa existência: privacidade, família e afeto.

 

Felicidades!

nelson rosenvald

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